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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Obesidade - De quem é a culpa?


Chega a ser um contra-senso nos dias de hoje, em que vivemos numa sociedade "dita" moderna, quando o homem há muito tempo já pisou na lua, sendo o progresso da ciência e a Medicina indiscutíveis a obesidade avançar em proporções alarmantes. Cerca de um terço dos americanos são considerados obesos, partindo de padrões básicos de percentual de gordura para determinar a obesidade.

Acima de 20% para os homens e 30% para as mulheres. No Brasil os números não são muito diferentes e o grande vilão da obesidade é justamente as facilidades oferecidas pelo mundo moderno. Uma das pesquisas americanas dão conta que dos mais de 2kg de gordura por ano acrescidos no peso corporal, 1 é culpa dos controles remotos. Aperta-se botão para tudo: televisão, videocassete, som, acendimento automático de lâmpadas, vidro elétrico no carro, escada rolante e muito mais. Ou seja, a lei do menor esforço é parceira da gordura, das doenças cardiovasculares, da hipertensão arterial, do diabetes, do câncer entre outras. Portanto, o excesso de peso não deve ser encarado como um fator apenas estético. É um problema crônico de saúde pública relatado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos E.U.A. Um terço das mortes por câncer de mama e endométrio estão, segundo relatórios médicos dessas entidades, relacionadas ao excesso de gordura, mais de 30% de percentual. Dois terços ficam por conta das cardiopatias inerentes à obesidade.

Da mesma forma, parece um contra-senso saber que os governos gastam fortunas com programas espaciais, prêmios aos futebolistas de seleção nacional, entre outros, quando as verbas destinadas à prevenção da obesidade é quase nenhuma. Das seis principais doenças, as cardiovasculares arrancaram dos cofres públicos dos E.U. 22,2 bilhões de dólares no ano de 1986, só em custos médicos. Em 1994 os valores totais já haviam ultrapassado a casa de um trilhão de dólares. No Brasil não é muito diferente.

...E de quem é a culpa? De um modo geral há uma tendência a acreditar-se que o excesso de comida venha a ser o principal fator da obesidade. A gente sabe que não é bem assim porque se assim fosse, bastaria uma redução e ou um controle alimentar qualquer e as pessoas emagreceriam com a maior facilidade. Umas têm tanta facilidade de engordar como dificuldade de emagrecer. Outras engordam e emagrecem com a maior tranqüilidade.

Existem, sem dúvida nenhuma outros fatores, tais como os genéticos, ambientais, sociais e provavelmente raciais. Uma família de gordos, certamente tem hábitos e valores incorporados, que se tiver um magro no meio estará fora de sintonia. Entretanto, vale ressaltar que os distúrbios hormonais, segundo dados da O. M. S. (Organização Mundial de Saúde) e as fontes citadas por McArdle, raramente são apontados como a causa principal.

Pode sim, é a obesidade gerar uma série de distúrbios hormonais que acabam invertendo a ordem dos culpados. Ou seja, não é o distúrbio hormonal o causador, e sim a obesidade a causadora dos supostos distúrbios vindo em cascata.

Há alguns anos fala-se na mutação do gene OB. como responsável pela obesidade. Com base em pesquisas com ratos, constatou-se que esse gene tem ação direta numa proteína, descoberta em 1994, produzida no tecido adiposo e transportada pela circulação sangüínea para o cérebro chamada de Leptina (Do Grego Leptos significando magro) ou simplesmente OB. Sua ação é controlar a saciedade de acordo com a quantidade calórica dos alimentos ingeridos para manter o nível de gordura corporal. É como se fosse, por assim dizer, uma válvula instalada no hipotálamo regulando a ânsia de comer. A leptina quando injetada em camundongos mostrou ser capaz de reduzir o peso corporal e o tecido adiposo. Aquele sujeito que costumamos dizer: "não engorda de ruim", especula-se ter uma boa produção de leptina. Sortudo, né? As pessoas excessivamente gordas teriam o gene OB. defeituoso a tal ponto de nunca se sentirem saciados e comerem compulsivamente.

A teoria de se comer vagarosamente, mastigando bem os alimentos, procurando saboreá-los com o máximo prazer, se baseia nisso. Ou seja, comendo devagar dá tempo para o organismo desenvolver o mecanismo reflexo da saciedade, estimulando a leptina, ingerindo menos quantidade de comida ou, na medida certa das necessidades orgânicas. Outro fator bem estabelecido, é que o peso corporal não é o vilão das doenças cardiovasculares e sim o percentual de gordura. Pessoas corpulentas e pesadas, mas com o percentual de gordura normal não são suscetíveis a cardiopatias. Ao contrário, pessoas de menor estatura porém gordas correm um risco bem mais alto. Isso é um fato.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

5 curiosidades sobre a obesidade

Veja 5 curiosidades sobre a obesidade.

A obesidade é uma doença e deve ser tratada.

A obesidade além de ser responsável por muitas doenças, ainda pode afastar a pessoa da sociedade. Muita gente tem vergonha de ser gorda, vergonha do corpo que tem. Para melhorar a auto-estima, várias pessoas procuram por dietas milagrosas que muitas vezes ao invés de ajudar acabam atrapalhando.

Para emagrecer de verdade é preciso mudar os habitos alimentares e fazer muitos exercícios. Mas mesmo assim a obesidade ainda é um mau que ataca milhares de pessoas. Uma pessoa obesa tem um acúmulo de gordura corporal e pode ter problemas como doenças cardiovasculares, apneia do sono, hipertensao arterial e problemas de circulação. Assim a obesidade tem se tornado um problema de saúde pública.

Cinco curiosidade sobre a obesidade foram escolhidas para ajudar a conhecer esse problema tão comum nos dias de hoje.

1. A pessoa é considera obesa quando seu IMC (índice de massa coporal) está acima de 25. Se estiver acima de 40 é considerado obesidade mórbida. O IMC é obtido dividindo o peso pela altura ao quadrado. A obesidade é uma doença.


2. A obesidade vem de fatores genéticos, hábitos alimentares e familiares, habítos populacionas, fatores sócio-economicos, dentre outros. E as pessoas obesas muitas vezes tem mais de um destes fatores, ou seja, a obesidade é multifatorial.


3. Quando uma pessoa engorda em um curto intervalo de tempo, ela pode ter distúrbios psicológicos ou hormonais.

4. A obesidade pode desencadear problemas como a limitação física em trabalhos de locomoção e problemas mais graves como colesterol, triglicérides, diabetes, artrose, insuficiência renal, insuficiências glandulares, entre outros. A obesidade pode causar até a Síndrome X ou Síndrome Metabólica.

5. Um obeso deve ter como base uma dieta hipocalórica, deve praticar exercícios físicos e fazer uma cirurgia de redução de peso, quando necessário. O tratamento deve ser feito com um cirurgião gástrico e um endocrinologista, acompanhados de nutricionista, cardiologista, psicólogos e profissionais que ajudem no quadro clínico do paciente. Cada caso é um caso e deve ser respeitado, por isso é importante procurar por profissionais que indiquem o melhor tratamento para a obesidade.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Refrigerante Zero engorda!!!

A moda dos refrigerantes zero chegou como um alento para os aficionados pela bebida que encaram a dieta. São diversas variações que não apresentam nenhuma quantidade de açúcar, sugerindo riscos mínimos para o regime. Outras opções como, os lights e diets, também confundem muitas pessoas, que acabam colocando o sucesso do regime em risco ao consumir doses excessivas da bebida. E será que eles estão liberados mesmo?

O problema é que mesmo nas versões menos calóricas, os refrigerantes se tornam uma ameaça quando o assunto é derrubar o ponteiro da balança ou a escolha de uma vida saudável.


Refrigerante na refeição
Já não é novidade que beber enquanto comemos, não ajuda em nada no regime, mas de acordo com a nutricionista Daniella Camargo, quando o assunto é refrigerante o perigo aumenta. "A ingestão de líquidos, principalmente gasosos, dilata o estômago dificultando a digestão e fazendo a sensação de fome reaparecer em poucos minutos", alerta a nutricionista.

É aí que o perigo aparece e a ingestão maior de alimentos aumenta. "Logo depois do almoço já estamos morrendo de fome, já que não ficamos satisfeitos com a refeição, mais sim com a impressão de estômago cheio, graças a ingestão da bebida gasosa", explica. "Dessa forma, abusamos dos petiscos e também comemos mais na refeição seguinte".

Mas, se você acha impossível se alimentar sem colocar nada líquido na boca, a nutricionista dá a dica. "O ideal é não beber nada, ou então optar pelo suco, principalmente cítricas, porque auxiliam na absorção de ferro, encontrado em verduras, leguminosas e carnes, ou ingerir água, que não tem calorias e não engorda", sugere.


Zero, diet ou light
Os problemas dos refrigerantes diet, light ou zero estão ligados, em geral, ao aumento do consumo de sódio. De acordo com a nutricionista Daniella Camargo, ele oferece riscos para saúde e para o regime. "Os refrigerantes zero, diet e light não estão liberados na dieta, porque quando se diminui a quantidade de açúcar no refrigerante, é preciso aumentar a quantidade de sódio para compensar o paladar", diz. "O sódio em excesso retém líquido, e com isso aumenta o peso, podendo apresentar problemas para saúde do fígado e rins, por exemplo", explica.

A especialista explica que uma dose de refrigerante normal apresenta, em média, 10mg de sódio, enquanto, a opção light varia de 28 a 39mg para uma quantidade de 200ml (um copo médio). "A dose diária recomendada de sódio é de cerca de 1,5g por dia, isso para pessoas que não são hipertensas", explica Daniela Camargo.


Ocasiões especiais
De acordo com a nutricionista, o verdadeiro problema é que as pessoas exageram na dose e costumam tomar refrigerante o tempo todo. "Tomar um copo de refrigerante em um aniversário, por exemplo, não é o fim do mundo. O problema são as pessoas que ingerem, no mínimo, três copos por dia. É ai que os riscos aparecem", diz a nutri.

FONTE: http://minhavida.com.br

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Você sabe o que é IMC? Calcule o seu aqui, no meu blog!

A obesidade ocorre quando há um excesso de gordura corporal de 20%, comparado aos níveis desejáveis de peso e altura para cada sexo.

Para avaliar o grau de obesidade de uma pessoa foi desenvolvido o IMC, ou Índice de Massa Corporal.

Este índice usa uma Fórmula Matemática que trabalha com a estatura e o peso da pessoa. O cálculo é realizado dividindo o peso (em Kg) pelo quadrado da altura (em metros):


IMC = kg/m2

São considerados Obesos Mórbidos aqueles indivíduos que tenham Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 ou aqueles com IMC maior ou igual a 35 com alguma doença decorrente desta obesidade, que é o meu caso.



Como Funciona o Cálculo do IMC?

O Cálculo do IMC é simples e fácil de ser feito, bastando dividir o peso (kg) pela altura (m) elevada ao quadrado (altura x altura).


Qual é o Seu IMC?

Faça o cálculo do seu IMC exato na Calculadora abaixo.Após calcular o seu IMC veja o resultado.

Calculadora IMC
Peso: kgs
Altura: m cm
Dieta e Saude

Na tabela abaixo verifique qual é a sua Classificação da Obesidade e qual é o nível de risco da sua saúde.


Aproveite pra calcular também o seu peso ideal:

Calculadora Peso Ideal
Sexo: masc
fem
Altura: m cm
Dieta e Saude

Tipos de gordinhos ("Maçã" vs. "Pêra")


Embora o total de gordura no nosso corpo seja importante, é mais relevante ainda, saber onde ela está localizada. A gordura depositada na região abdominal (andróide) acarreta mais riscos à saúde do que se ela estiver concentrada em outra parte do corpo, como região dos quadris e coxas (ginóide). Uma medida que é comum ser usada na prática médica para avaliar os risco de saúde é a Relação Cintura:Quadril.


Mulheres com Cintura:Quadril > 0,80 cm = Risco
Homens com Cintura:Quadril > 1,00 cm = Risco


Muitos especialistas utilizam, conjuntamente, os métodos IMC e Cintura:Quadril, para avaliar com mais segurança os risco de saúde do paciente. Cabe destacar, que outros autores têm aceite que a simples circunferência abdominal maior que 95 cm é representativa de risco elevado de doenças.

O ganho do peso na área acima da cintura (tipo físico maçã) é mais perigoso do que o peso ganho em torno da área dos quadris e do flanco (tipo físico pêra).

As células gordas na parte superior do corpo têm qualidades diferentes do que aqueles encontrados nos quadris e nas coxas.

As pessoas com o perfil em formato de maçã têm mais facilidade de desenvolver outras doenças, como problemas cardiovasculares, pois a gordura visceral, ao contrário da subcutânea, dirige-se diretamente para o fígado antes de circular até os músculos, podendo causar resistência à insulina, levando à hiperinsulinémia, que são níveis elevados de insulina, aumentando assim o risco de diabetes mellitus tipo II, hipertensão e doenças cardiovasculares.


Entendendo os Tipos Físicos para entender os Tipos Diferentes de Ganho de Peso

Os tipos físicos descritos pelos especialistas são: tubo, pêra, ampulheta e maçã.


Tubo (linhas finas, pouca cintura)

O perfil é basicamente reto. Membros longos e esguios. quadris estreitos com largura semelhante à do busto e dos ombros. A cintura não é bem definida.



Pêra (quadris à brasileira)

Típica brasileira, com quadris e coxas mais largos que os ombros. Cintura bem marcada e bumbum definido e proeminente.



Ampulheta (risco de gorduras localizadas)

Sua figura mostra as curvas femininas clássicas. Cintura fina e curvada. Coxas bem formadas. Ombros e quadris têm larguras semelhantes.



Maçã (ombros e costas largos)

Ombros, costas e peito proporcionalmente maiores que os quadris e as coxas. Bumbum pequeno. Aparência pesada na parte superior.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Obesidade é “contagiosa”

No dia 26 de julho de 2007, o jornal Folha de São Paulo publicou uma reportagem com o título: Obesidade é “contagiosa” entre amigos.


Isto é o resultado de um estudo norte-americano obtido a partir da análise detalhada sobre uma rede social de mais de 12 mil pessoas, num período de 32 anos (entre 1971 e 2003). Os pesquisadores sabiam quem era amigo de quem e se um indivíduo era irmão, cônjuge ou vizinho de outro. Os pesos das pessoas analisadas foram medidos em vários momentos.

Segundo os cientistas, as pessoas ficavam mais propensas à obesidade quando um amigo engordava. Já familiares tinham influência, mas menos que dos amigos. E mesmo a proximidade física não era relevante. O maior efeito era entre aqueles que se consideravam amigos próximos. Esse efeito também foi observado quando uma pessoa emagrecia. A genética teve sua influência, porque algumas pessoas têm metabolismo acelerado.

Para o cientista que liderou o estudo, as pessoas afetam a percepção de seus amigos sobre o peso: quando um bom amigo fica obeso, a obesidade deixa de parecer tão ruim. “Você muda sua idéia sobre qual tipo de corpo é aceitável ao avaliar as pessoas ao seu redor”. O endocrinologista Dr. Marcos Tambascia acrescentou: “o estudo mostra que há uma perda de referência em relação ao corpo”.

A participação direta de pessoas conhecidas ou dos pais acontece muito. Quem está emagrecendo, constantemente recebe elogios e estímulos para continuar ou parar de emagrecer. Às vezes dizem para parar de emagrecer porque já está bom. Isso na cabeça deles. A pessoa queria eliminar mais uns quilos, mas aceita a sugestão externa.

Outra constatação é que o amigo obeso gosta de comer bem e faz convites aos demais e dependendo de seu estilo de vida e de sua genética poderá engordar. É prazeroso ver um obeso comer com satisfação, mas isso estimula a comer junto.
Cada um deve avaliar seus amigos e tirar suas conclusões.

Ficarei sem GRELINA!

Antes que pensem besteira (aliás, grelina é um nome muito sugestivo), Grelina é um hormônio produzido pelo estômago. Quando está vazio, ele age no cérebro e dispara a sensação de fome. Na medida que a pessoa ingere o alimento ele vai diminuindo sua concentração.

Então, Grelina é o hormônio da fome (oque dá vazio no estômago).

Esse hormônio, o grelina, foi descoberto por pesquisadores japoneses em 1.999, mas foram cientistas britânicos que revelaram ser ele um estimulante da fome. Pesquisadores da Califórnia e da Universidade de Washington analisaram sangue de pessoas que seguiam uma dieta e de outras submetidas à cirurgia conhecida como "marca-passo gástrico", que diminui a capacidade do estômago, reduzindo a fome.

Descobriram, então, que os operados produziam uma quantidade menor de "Grelina". Também constataram que o contato de nutrientes com a parede do estômago torna mais lenta a produção do hormônio. Por outro lado, lembramos que quando os alimentos passam do estômago para os intestinos há a liberação do hormônio PYY, que também age no cérebro, ativando o centro da saciedade, diminuindo a fome.

Na minha cirurgia, irão retirar a glândula que produz esse hormônio (grelina), por isso o emagrecimento rápido, pois não sentirei fome.

Na sua alimentação normal, o brasileiro costuma comer tudo junto, ou seja, salada, arroz, feijão, carne e legumes. Se raciocinarmos de acordo com a liberação dos hormônios citados, respeitando seus tempos, poderemos ter melhores resultados no emagrecimento.

Não sei como as pessoas verão a inversão de ingestão dos alimentos, trocando a ordem. Por exemplo, se ingerirmos primeiro a carne, as verduras, os legumes e somente depois o arroz e o feijão. Essa ordem pode melhorar a liberação dos hormônios.

MEU ERRO Nº 3: Super ansioso

Eu não tenho problemas pra comer verdura, legumes, frutas... gosto de tudo. Meu problema é que, quando a ansiedade vem, eu entro numa onda de comer, comer, comer sem parar. E nesses momentos, geralmente não me lembro das coisas lights e saudáveis; quero é carboidraaaato, doooce... aff!



Mas afinal, ansiedade engorda?

Essa inquietação pode ser uma doença e, para alguns especialistas, ajuda a aumentar o peso. Outros defendem que o transtorno e a obesidade não têm associação alguma.
Não é raro escutar alguém dizer que engorda porque é ansioso e acaba comendo demais. Mas ainda existe a dúvida se ela realmente pode levar ao ganho de peso. Para o psicólogo clínico formado pela Universidade de São Paulo (USP) e credenciado pela Associação Brasileira de Estudos para a Obesidade, Marco Antonio De Tommaso, o alimento pode baixar a ansiedade momentaneamente, o que faz a pessoa comer em excesso. Segundo ele, os transtornos são mais comuns em obesos. "Discute-se, portanto, se ela é causa ou efeito. Mas sua presença é inquestionável", afirma.
Tommaso enfatiza que um dos principais motivos da compulsão alimentar é a ansiedade e aconselha que o tratamento ideal envolva acompanhamento médico, nutricional, físico e psicológico. "Ela é um dos grandes sabotadores da dieta. Quando a pessoa sabe o que é necessário fazer para não engordar, mas não consegue, é hora de procurar ajuda", destaca.
A ansiedade existe, obviamente, mas não tem associação com a obesidade, segundo o diretor de Psiquiatria e Transtornos Alimentares da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Adriano Segal. Uma pessoa pode ser magra e ansiosa; tranqüila e obesa; ou, ainda, ter ansiedade e também não conseguir comer por conta dela. "Uma coisa não é conseqüência da outra. É habitual jogar a culpa neste sentimento para não encarar de vez um regime e continuar a comer em demasia", diz Segal. A segunda hipótese, para o médico, é que a pessoa pode ter crises compulsivas ou ter acessos de compulsão alimentar. Todas essas situações podem precisar de tratamento, dependendo do grau de interferência na rotina.
"A compulsão é um ato ou pensamento ritualizado para satisfazer uma obsessão e, portanto, a ansiedade está relacionada à sensação de precisar executar inúmeras vezes a mesma atitude, como comer, por exemplo", resume o psiquiatra. Ele explica, também que, nem sempre há o diagnóstico de transtorno compulsivo alimentar. "O que pode ocorrer são episódios momentâneos de compulsão", observa.
Esse mal é um estado psicológico caracterizado por expectativa de que algo terrível está para acontecer, às vezes, sem fundamento. "Ela pode ser contínua, apresentar crises (como as de pânico, por exemplo) ou ocorrer em situações de estresse", argumenta. "E apresenta sintomas como palpitações, sudorese, inquietação, boca seca e várias outras sensações físicas", encerra o médico.
Quando vira doença
Existem diversos tipos de transtornos. Entre eles, os de ansiedade e os compulsivos, com diferentes comportamentos. A pessoa adequada para avaliar se essa emoção excede os limites da normalidade é um psiquiatra. "A ansiedade pode ser um sentimento vivido circunstancialmente por alguém que encare uma situação de medo, ira, expectativa, excitação, por exemplo. Ou até mesmo após os exercícios", ressalta o médico psiquiatra, Alexandre de Souza Junior, de Santos (SP). Isso é natural. Porém, há uma linha que divide o normal do patológico. "As manifestações desproporcionais - em intensidade, duração e freqüência - ou interferem no desempenho da pessoa ou podem significar que há necessidade de tratamento", esclarece o profissional.
De uma maneira geral, as pessoas sabem se estão ou não ansiosas. Entretanto, podem confundir se o que sentem é apenas uma reação comum ou um mal orgânico que cause essas sensações.
O problema pode afetar a vida profissional no ânimo, na concentração e na segurança para realizar as tarefas. "O principal termômetro para alguém descobrir se tem um transtorno ansioso é refletir sobre quanto vem sofrendo persistentemente com esses sentimentos. Se há prejuízos na qualidade de vida é bom procurar ajuda médica", indica Alexandre.
Esse tipo de doença deve ser tratada com acompanhamento terapêutico e, muitas vezes, remédios. "Existe um transtorno químico e emocional que necessita de tratamento", afirma Alexandre.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Por que algumas pessoas comem e não engordam?

Como escreveu Veríssimo “Ninguém é mais admirado ou invejado do que o que come e não engorda. Você o conhece. É o que come o dobro do que nós comemos e tem metade da circunferência e ainda se queixa: – Não adianta. Não consigo engordar.”Uma enzima pode ser a explicação do fato de algumas pessoas comerem bem mais do que outras e continuarem magras.

A enzima, chamada de MGAT2, determina se a gordura ingerida na alimentação será usada para gerar energia ou se será armazenada em camadas lipoprotéicas (apelido para os famosos pneuzinhos).

Os cientistas descobriram que ratos que possuíam poucas enzimas desse tipo eram capazes de comer muito sem engordar. Esses animais também estavam protegidos contra intolerância à glucose – sintoma precursor da diabetes – e colesterol alto.

As enzimas, em geral, são catalisadores biológicos essenciais para o funcionamento do nosso organismo.

A MGAT2 é uma das três enzimas do grupo MGAT, encontradas nos intestinos humanos e, também, no dos ratos. Os pesquisadores acreditam que, cortando a atividade da MGAT2 através de medicamentos, pode ser uma solução para combater a obesidade e todos os problemas que o excesso de peso acarreta.

Em uma pesquisa da Universidade da Califórnia, um grupo de cientistas reduziu a atividade dessas enzimas à metade. O resultado foi que os animais se desenvolveram normalmente – no entanto, em uma dieta constituída em 60% de gorduras, eles ganharam bem menos peso do que seus companheiros que continuavam a produzir a enzima normalmente.

Depois de quatro meses de testes e experimentos, os ratos que produziam menos MGAT2 pesavam cerca de 40% a menos do que os outros.

Estudos posteriores mostraram que os ratos com menos MGAT2 tinham menos insulina no sangue e maior tolerância à glucose. O nível do colesterol (LDL, o colesterol ruim, que pode causar problemas cardíacos) também baixou consideravelmente.

A razão pela qual o corpo humano tende a armazenar a gordura, mesmo quando não é o mais saudável a se fazer, é que nosso sistema biológico ainda se comporta como o dos nossos ancestrais. A comida, para eles, era escassa, então seuscorpos precisavam “armazenar” um estoque considerável de energia, em caso de falta de alimento.

Agora foi descoberto que as enzimas MGAT são parte importante do processo.

“O come e não engorda tem o segredo da Vida e da Morte e, suspeita-se, o telefone da Bruna Lombardi. E ainda se queixa: – Tenho que tomar quatro milk-shakes entre as refeições. Dieta.”

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

MEU ERRO Nº1: Comer muito e muito rápido


Comer rápido engorda sim, mas isso pode sempre variar de pessoa pra pessoa, quem come muito rápido e tem um metabolismo como tal, provavelmente vai engordar menos.

Isso é completamente relativo a quem come rápido e tem um metabolismo lento No meu caso, meu metabolismo ficou extremamente lento devido aos axcessos de medicações de emagrecer que tomei, aí as chances e probabilidades são bem maiores, por isso fique atento a esses detalhes.

Ter uma refeição calma e tranqüila deve ser um costume de todos, fazendo isso você promoverá muitos benefícios para si mesmo, e com certeza colherá frutos bons na qual você plantou por intermédio desse ato

Estou obeso, doente e triste!

Hoje, estou com 109 Kilos, 1,70 de altura, e hipertenso leve. O excesso de peso tem me deixado extremamente triste. Nenhuma roupa entra e, dentre 10 pessoas que encontro, 5 dizem fazem piadinhas dizendo "cê tá fortinho" ou "Nossa! vc engordou, né?"

Tomei a iniciativa de me tratar mais afundo, visto que dieta e medicamentos bnão solucionaram meu problema. Sim problema, pois obesidade é doença, isso significa que estou doente.

Descobri que meu plano de saúde cobre a gastroplastia (cirurgia para redução de estômago por videolaparoscopia). Procurei o cirurgião e ele me indicou sim a cirurgia. Já fiz todos os exames e falta pouco para marca-la.

Esse blog é para que meus amigos em acompanhem e vejam tudo. Além dos exames e acompanhamentos da cirurgia, irei publicar também artigos interessantes relacionados a esse grande mal: OBESIDADE!

A obesidade hoje é considerada uma doença e caracteriza-se pelo excesso de gordura no corpo, representando um dos grandes problemas de saúde pública no mundo inteiro.

Quase 1/3 da população mundial está acima do peso. A obesidade é medida usando uma escala chamada índice de massa corpórea ou IMC, que é calculada usando seu peso e altura (vide fórmula). Um IMC maior que 30 é considerado obesidade.

A obesidade não é um problema moral, não é um problema mental ou de falta de força de vontade, seu tratamento implica na redução da mortalidade de pessoas que teriam suas vidas interrompidas precocemente. Infelizmente não existe milagre que promova a perda de peso sem a colaboração e a motivação da pessoa; os sacrifícios portanto precisam ser conhecidos.

A obesidade pode aumentar o risco da pessoa desenvolver várias condições, como diabete, pressão alta, doenças do coração e algumas formas de câncer. Muitos riscos à saúde são mais altos nas pessoas obesas, e os riscos podem aumentar como o grau de aumento da obesidade. Em particular, as pessoas que ganham peso extra ao redor da cintura, ao invés de nas pernas e nas coxas, têm maior chance de ter problemas de saúde causados pela obesidade.